Por Bruno Leonel

Dando início às atividades de 2017, a Vila Triolé Cultural (Região Oeste) abre sua agenda para os grupos interessados em se  apresentar aos finais de semana no espaço. Podem ser grupos de música, dança, teatro, performances, palhaços, espetáculos para rua ou para sala, entre outros que possam vir e contribuir com a difusão cultural na região do bairro.

Diversas peças e apresentações com palhaços foram realizadas na vila Triolé em 2016 como a apresentação "Qual a Graça de Laurinda?" - Foto: Lafaiete do Vale
Diversas peças e apresentações com palhaços foram realizadas na vila Triolé em 2016 como a apresentação “Qual a Graça de Laurinda?” – Foto: Lafaiete do Vale

O cachê do grupo será pago com a bilheteria do espetáculo, sendo que 30% do valor será utilizado para custos de divulgação  (com carro de som, patrocínio de postagem em redes sociais e eventualmente impressos, além de produtos de limpeza para  manter o espaço); os 70% serão repassados ao artista/grupo que se apresentar.

Segundo a divulgação, o espaço entende a iniciativa como uma oportunidade de oferecer ações culturais a um público que se  encontra fora do eixo central da cidade. “A vila desde o início (2013) tem o objetivo de movimentar a região. Quando começamos, eramos uma das poucas vilas que estavam mais distantes do centro. Sempre recebemos grupos que ensaiam e agora a ideia é fazer um ‘chamado’ mesmo, ter bastante coisa na programação cultural, e ainda testar coisas”, contou Gerson Bernardes, gestor da vila triolé ao Rubrosom. Podem se candidatar artistas que fazem apresentações com palhaços, teatro de rua, encenações, teatro e música (Sem restrição de gêneros). Segundo Gerson, a bilheteria será dividida, sendo que 30% é para o espaço, e o restante para o artista.

Pague o quanto quiser – Neste ano, a Vila Triolé Cultural instituirá em suas atividades o programa “Pague quanto quiser, puder, ou quanto vale que acha, ou melhor, quanto acha que vale”. O programa funcionará de maneira simples, como o próprio nome tenta ser: quem define o valor das atividades no espaço cultural é o público.

Esta iniciativa, já praticada em outros espaços culturais e por outros grupos, bem como em estabelecimentos comerciais de cafés e outros do ramo gastronômico, foi a alternativa encontrada pelo grupo Triolé para efetivar ainda mais a “missão” que se atribui: o encontro com o público.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desta maneira o grupo acredita que estará fora de uma lógica de mercado, uma vez que a cultura
não se enquadra nos moldes atuais do consumo, fazendo que aos poucos não se fale mais em preço, mas em valor. Além disso, é possível que esta iniciativa gere uma reflexão: qual é o valor da cultura para a sociedade?  O público presente nas atividades poderá pagar o quanto quiser, inclusive poderá pagar em um outro dia, quando e o quanto puder. O Triolé ainda terá espaço para, quem puder, pagar para mais de uma pessoa, deixando entradas pagas pendentes para outras com menos possibilidades, incentivando a criação de uma rede que possibilite a todos o acesso às atividades culturais do espaço.


Os grupos interessados, podem enviar propostas para Alexandre ou Gerson, no Alexandre ou Gerson, no
contato@triolecultural.art.br, pelo telefone (43) 3024-3330 ou ainda por nossa página facebook.com/triole