Por Bruno Leonel

O trio londrinense de folk/street music The Weird Family deu início nesta semana a um giro de shows que passará pelo estado de São Paulo. Depois de se apresentar no Calçadão de Londrina no último dia 20/07 e no Festival de Inverno de Porecatu no fim de semana, o grupo iniciou nesta quarta a pequena tour com um show no Sesc Bauru. Amanhã (27) é a vez do Sesc Rio Preto receber o show do grupo.

Os instrumentos do trio foram escolhidos em razão de sua maleabilidade na execução ao vivo - Foto: Karl Ellwein
Os instrumentos do trio foram escolhidos em razão de sua maleabilidade na execução ao vivo – Foto: Karl Ellwein

A banda surgiu como um projeto de meninas que tinham o objetivo de produzir música fora dos padrões. Usando apenas violão, bandolim, baixo acústico e “lowboard” (um estranho instrumento criado por elas a partir de tampinhas de garrafas, esteira de bateria e um fundo de gaveta).

Os instrumentos foram escolhidos em razão de sua maleabilidade na execução ao vivo, sendo possível realizar shows acústicos ou nas ruas, praças e coretos  ou apresentações com um toque visceral. The Weird Family pode ser definida como uma mescla de Indie, folk e rock dotado de uma musicalidade peculiar amplificada pelos vocais da cantora Suy Bernardi (Que também canta no Vulgar Gods). Notório por se apresentar em espaços públicos, o grupo chamou atenção pelo estilo empregado tanto em apresentações abertas, como também, em espaços fechados (como a elogiada apresentação no Festival Demosul no ano passado). Confira uma breve entrevista com a banda sobre o atual momento do grupo.

É a primeira vez que vocês fazem um ‘giro de shows’ para fora de Londrina certo? Qual a maior expectativa em tocar assim para novos públicos?
Sim, é a primeira vez … É sempre uma experiência incrível tocar fora de casa, conhecer novas cenas, mostrar nosso som para novos públicos, fazer novos contatos. Talvez a responsabilidade seja maior sim, por estarmos tocando para pessoas que não nos conhecem, nem conhecem nosso som, então há uma barreira a ser quebrada entre nós e o público.

Um aspecto muito legal do trabalho de vocês é a apresentação em lugares públicos (calçadão, etc), competindo com sons de carros, pessoas e tudo mais… quais as dificuldades em se apresentar assim? Tem alguma história curiosa ocorrida em alguma apresentação neste formato?
É muito diferente tocar na rua. Existem vários detalhes que precisamos nos atentar. Um deles, e talvez o mais importante, é a escolha de onde tocar. Muitas vezes os locais estratégicos já estão ocupados por outros músicos, vendedores anunciando seus produtos, ou há muita interferência de outros sons. Por exemplo, é muito comum as lojas deixarem rolando música em uma altura inacreditável, aí precisamos nos distanciar, pois nossa potencia sonora é pequena, não utilizamos nenhum tipo de amplificação de som.

Vocês fizeram uma apresentação elogiada (Até em sites de outros estados) no demosul do ano passado… Olhando em retrospectiva, o que significou essa apresentação para vocês? Abriu portas, fez mais gente acompanhar o trabalho de vocês, como rolou?
Foi bem louco para nós tocar no Demo Sul, porque foi nosso primeiro show nos palcos, antes disso só tínhamos tocado na rua. Foi um desafio ainda maior por ser um festival tão renomado, em que vários produtores importantes do país inteiro estavam presentes. Além de tudo isso, nosso foi show logo de cara em um teatro (SESI), o que dá uma pressão ainda maior. Mas enfim, foi uma experiência riquíssima que nos rendeu e está nos rendendo muitos frutos!

Quais as principais influências de vocês hoje? Tem outras bandas e cantoras que inspiram vocês a fazer o som ‘Weird Family’ ?
A primeira formação da banda tinha integrantes em que suas principais influências era o bluegrass. Hoje, a banda ainda trás alguns elementos dessa linguagem, mas nós três trazemos influências bem variadas. A Taci tem muitas influências do grunge, a Suy do punk rock e blues, e a Mari da música brasileira e latina. Mas na verdade, quando tocamos não pensamos em seguir nenhum outro tipo de som, mas externalizar o que vem de dentro.

Agora vocês tem tido uma frequência interessante de apresentações, já fazem planos para um futuro próximo? (novas gravações e coisas assim?)
A banda está em um ritmo legal de atividades. Tocamos recentemente no projeto Vozes da Cidade e no XII Festival de Inverno de Porecatu. No momento, estamos a caminho de Bauru e Rio Preto, pra tocar nos SESCs. Já temos algumas viagens programadas para os próximos meses e com ideias para a gravação de clipes e novas músicas


Informações
Acompanhe o facebook da banda – facebook.com/theweirdfamily