Por Andre Henrique


(A matéria a seguir foi feita pelos estudantes Ingrid Muriel (3º A), André Henrique e Anderson Henrique (3º C) para uma das oficinas RubroSom Extra-  Alunos do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches Londrina-PR)

Há três anos está sendo realizado no Instituto Roberto Miranda um projeto de dança, organizado pela professora voluntária (E bailarina profissional) Gisela Manfredini André. Para ela, que sempre deu aulas a pessoas sem quaisquer deficiências foi um aprendizado, “Foi uma nova experiência, comecei a aprender como é que tem que ensinar quem tem deficiência visual ou outro tipo de deficiência”. Indagada sobre como foi sua reação ao se deparar com o novo desafio, disse: “A princípio eu pensei como conseguiria passar, porque é um processo bem diferente, já que quando dou aula para pessoas sem deficiências elas olham ao espelho, fitam os olhos na professora o tempo todo. Tive que aprender um novo tipo de linguagem, um novo tipo de maneira de ensinar a eles. Usam muito contato físico, para eles entenderem os passos, o ritmo, é bem diferente, mas a gente foi se comunicando e foi bem legal.”

É ensinado aos alunos o básico de dança de salão (forró, valsa, bolero, rock, de tudo um pouco), além de exercícios de coordenação e musicalidade. Perguntada sobre o que mudou em sua vida a partir desse projeto, ela aduz: ”Para mim é um aprendizado, eu saio daqui feliz, realizada, toda quinta-feira, por poder fazê-los ficarem um pouquinho mais felizes.”- E completa “Eu me sinto muito bem, se eles se sentem muito bem. Isso é gratificante”.

Rubrosom #Extra - Superando limites através da dança
Para Juni Cesar Santiago Alonso o, (professor da instituição há 8 anos, atuando especificamente na biblioteca), que participa desde de 2014, a dança influencia todo nosso cotidiano, pois acaba movimentando o corpo, a mente – Foto: Ingrid Muriel

Para Juni Cesar Santiago Alonso o, (professor da instituição há 8 anos, atuando especificamente na biblioteca), que participa desde de 2014, a dança influencia todo nosso cotidiano, pois acaba movimentando o corpo, a mente, o psicológico, faz com que tenhamos um bem estar chegamos em casa mais leves e, no próprio trabalho, a dança dá uma renovação de energia excelente, é uma atividade bastante interessante. Ele realça que o aquecimento, que antecede a dança, aumenta o equilíbrio, a maneira de caminhar em especial a ele, que já nascera cego E teve muita dificuldade em aprender a andar erguendo o pé, sem fazer o “Pé de Pato”. Em relação ao aprendizado, ele afirma que é prazeroso, todavia , no início aparenta ser difícil.

Além disso, segundo o próprio, a dança nos permite a conhecer melhor o funcionamento do corpo e também o outro, porque, em muitas danças se pode compartilhar os movimentos com o parceiro.

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O projeto acontece todas as quintas-feiras, no período vespertino, no já citado, Instituto Roberto Miranda. Tem uma média de 20 alunos, com idades entre 15 a “até quando aguentar” – Foto: Ingrid Muriel

Junio conta o que lhe conquistou para continuar a participar do projeto, foram certas características da professora Gisela: “Ela é uma pessoa carismática, super atenciosa. Ao mesmo tempo que ela passa aquela alegria, aquele contágio, passa uma tranquilidade, uma segurança e com muita firmeza. Eu entrei e até hoje não consegui sair, tá mesmo valendo a pena. Por último, tivemos o relato da aluna Bruna, que integra o projeto desde seu início e, em poucas palavras, expõe que que a dança melhorou tudo em sua vida, tanto a parte dos estudos quanto a sua vida particular. A dança não faz bem só aos deficientes, para terminar, a professora nos contou os benefícios dessa prática a todos: ”A dança é segundo muita gente, quase igual a uma terapia, fazendo dança, você melhora no aprendizado, na coordenação, melhora em tudo!”


SERVIÇO

Dança para deficientes visuais
Onde: Instituto Roberto Miranda (Rua Netuno, 90)
Quando: Todas as quintas-feiras – A partir das 19h
Fone: (43) 3327-4330