Por Bruno Leonel

inspirados pela ‘intenção de elevar sentimentos através da música’, principalmente o amor, o sexteto londrinense Montauk inicia nesta semana uma serie de apresentações no recém-reformado Teatro Mãe de Deus em Londrina, com um show especialmente elaborado para esse formato. O show, que acontece na próxima semana, na sexta (28) irá apresentar músicas de seus primeiros CDs, juntamente com faixas inéditas.

O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori - Foto: Divulgação
O montauk em 2016; Rafael (Sentado, à esquerda), Wagner (ao lado), Paula Stricker e Vinícius Gimenez (Ambos sentados). O vocalista Fernando Marrom (Em pé, do lado esquerdo) e o guitarrista Giovani Nori – Foto: Divulgação

Completando cinco anos de estrada e já com dois álbuns produzidos, a banda londrinense Montauk apresenta um apanhado de canções com referências de gêneros como folk e mpb, com canções ao mesmo tempo sentimentais e questionadoras. O show mescla sentimentos variados, tais quais as nuances humanas. O grupo segue com a proposta de apresentar a música popular brasileira, trazendo em seus arranjos a mistura de gêneros e estilos comuns no país, “passamos pelo rock, pelo folclore e desembocamos no samba”, aponta Rafael Silvaro, integrante da banda. Atualmente, a Montauk prepara o lançamento do single “Estetoscópica”, previsto para o mês de Agosto.

O disco mais recente da banda, de nome “Faça Crescer Todas as Flores”, foi listado entre os 100 Melhores Discos Brasileiros de 2016 em uma seleção feita pelo site rockinpress do rio, este EP contou com a produção de Vinícius Nisi, também tecladista e produtor dos álbuns da Banda Mais Bonita da Cidade. A Montauk também foi a única atração londrinense a se apresentar no Festival Alternativo de Londrina, ocorrido em maio de 2017.  Aproveitando a estreia do novo show, conversamos com a banda para saber mais sobre algumas novidades dos próximos passos. Confira:

Nos últimos meses vocês lançaram clipe, entraram também em estúdio e fizeram bastante coisa… Qual o balanço desse tempo para o show do sábado? Muito material novo pra ser mostrado? 
Montauk: Com certeza, além de apresentar algumas músicas inéditas, temos preparado umas coisas novas para as músicas que a gente já faz. Por conta de termos inserido metais (sax, trompete e trombone), aproveitamos pra rearranjar a maioria das músicas. Então o show é novo por isso, o público pode ver as músicas do CD e do EP mais lapidadas, além de apreciar faixas que ainda não foram gravadas.
É a primeira vez da banda em um espaço como o Mãe de Deus certo? Como é a expectativa de tocar em lugares maiores? Na prática muda muita coisa na performance, no palco?
Posso responder por todos da banda (diz Rafael), nós nos sentimos muito mais à vontade num Teatro! Nada contra tocar em qualquer cenário, entretanto, a atmosfera mais “cênica” por assim dizer, a iluminação, a acústica e, principalmente, o público nesse formato parece contribuir em muito a nossa experiência no palco. O convite veio num momento oportuno, já havíamos tocado em teatros na cidade, mas o Mãe de Deus é o maior deles, tem capacidade para mais de 500 pessoas, queremos ver aquilo cheio e sentir algo que nunca sentimos no teatro!

Vocês produziram bastantes vídeos e lançamentos, em um período relativamente curto de tempo… Hoje em dia, para música autoral, é importante ter uma constância de novo material?
R: A questão é nunca parar, querendo ou não, o público virtual gosta de ver novidades surgindo, isso só vai ao encontro da vontade da banda de apresentar sempre algo novo. Nós temos muitas ideias para externalizar, então procuramos lançar contribuir com essa espera do público.
Após a estreia do show em Londrina, quais os próximos passos? Irão circular ou pensam em gravar mais faixas novas neste ano? 
R: Teremos outras apresentações na cidade, gostaríamos muito é de fazer um show aberto ao público, entretanto, nós precisamos levantar os fundos para aluguel de som, iluminação etc. É por isso também que precisamos levar o público ao teatro, assim mais londrinenses podem sempre ganhar com isso.
Também estamos preparando um single, o nome será “Estetoscópica”, pretendemos lançar a faixa com clipe, sai esse ano ainda.
Qual a maior dificuldade hoje que vocês enfrentam enquanto banda independente?

Eu creio que há dois principais empecilhos, o primeiro vem do incentivo fiscal e o segundo reside no próprio público consumidor; entretanto, eles são complementares: primeiramente, é muito dificultoso emplacar um show desses por si só. Se não fosse o convite do Teatro, não teríamos condições nem de alugar o espaço daquele tamanho sem garantia de que o público realmente vai comparecer. Com a devida importância do pessoal que realmente pode financiar (as empresas, a tv e o rádio), fica difícil encontrar mais gente que considera que a cultura é um meio de ascensão social e deve ser encarado como algo que edifica — divulgação é tudo —. Como banda independente, a gente possui o conteúdo criado com mais vontade do que dinheiro, tiramos do nosso bolso tudo que já produzimos para Montauk. As empresas que financiam os grandes shows da cidade também podem olhar para esse cenário cultural rico da cidade, vemos o financiamento de eventos que enchem os olhos, mas os menores, ficam pra depois, o público, esses o segundo item de dificuldade, vai ao show se realmente achar importante, tudo isso pode ser conquistado com mais oportunidade de divulgação.


SERVIÇO

Montauk no Teatro Mãe de Deus
Sexta-feira (28 de Julho)
Local: Teatro Mãe de Deus (Av. Rio de Janeiro, n. 670)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)

Pontos de venda:
Oficina Bar (Av. Prefeito Faria Lima, 1380)
Pioneiros Inkers Club (R. Espírito Santo, 935)
Maximo Villa (R. Paranaguá, 933)

Venda online:
https://www.sympla.com.br/montauk-no-teatro-mae-de-deus__161378