Por Bruno Leonel

Com aproximadamente 136.360 mil votos, Marcelo Belinati (PP) foi eleito prefeito de Londrina neste domingo (2), com 51,57% do total. O candidato do PSDB, Valter Orsi, somou 93.415 votos (35,33%), mas não conseguiu levar a disputa para o segundo turno (Os números foram divulgados pelo TSE, e atualizados às 18:46 deste domingo). Marcelo Belinati é deputado federal em primeiro mandato e foi vereador em três Legislaturas em Londrina. É a primeira vez que um candidato vence eleições municipais no 1º turno na cidade.

Marcelo Belinati (PP) foi eleito com 136.360 votos - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Marcelo Belinati (PP) foi eleito com 136.360 votos – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Em terceiro lugar nas votações, André Trindade, do PPS, fechou sua primeira participação em eleição para prefeito com 17.452 votos ou 6,60%. Sandra Graça, do PRB, somou 7.904 votos ou 2,99%; Odarlone Orente, do PT, teve 4.646 votos ou 1,76%, Paulo Silva, do PSOL, fez 3.067 votos ou 1,16%, Luciano Odebrecht, do PMN, somou 1.579 votos ou 0,60% e Flavia Romagnoli, da Rede Sustentabilidade, que teve sua candidatura indeferida, somou 890 votos – Informações do Tribunal Regional Eleitoral. Nas eleições anteriores, ele havia perdido no segundo turno para Alexandre Kireeff por uma diferença de 2978 votos (Informações publicadas no blog Baixo Clero). Belinati ficou na frente da disputa durante toda a apuração, que durou pouco mais de uma hora. Assim que o resultado foi finalizado, ele fez festa com a família no condomínio onde mora, na zona sul de Londrina (Informações do Portal Bonde).

Cultura – No último dia 16 de Setembro, Marcelo Belinati, participou de um debate no Teatro Zaqueu de Melo, junto a outros candidatos à prefeitura, no qual foram discutidas, exclusivamente, pautas municipais ligadas à cultura do município. Entre alguns dos tópicos, Belinati comentou sobre a atual ‘okupação’ do Movimento dos Artistas de Rua de Londrina, no prédio da antiga Ules (Região Central). Na ocasião ele afirmou que tem interesse em tornar o espaço permanente. “Em relação ao espaço da Ules, tenho o compromisso de manter o espaço da ‘okupação’, através de um projeto de lei. Agora queria pontuar algumas coisas, se fala muito dos deputados, sobre emendas parlamentares (Para criar novos recursos para a cidade) mas elas são muito escassas. Há cidades na região que receberam obras grandes como Maringá, e outras, mas que foram conseguidas através de bons projetos. O município precisa ter uma equipe para conseguir obras para a cidade, devemos unir os deputados, a sociedade civil, entidades de classe e fazer um trabalho de articulação de toda a cidade, para conseguir assim a liberação destes recursos, infelizmente, a questão dos projetos tem sido deixada um pouco de lado. Eleito prefeito iremos mudar um pouco essa lógica, quem deve fazê-lo é a Prefeitura. Criaremos um setor específico para isso…”, comentou Marcelo. “A gente tem que ter criatividade, nada mais criativo do que o setor cultural, não podemos negar, temos que buscar recursos (Com o Governo Federal, e o Estadual), mas também temos mecanismos para buscar recursos para a iniciativa privada! São vários exemplos no Brasil, assim como, em Londrina, o Teatro Mãe de Deus foi construído através da Lei Rouanet, existe essa possibilidade e vamos buscar através da criatividade e do apoio do poder público. Meu objetivo principal, eleito prefeito, é valorizar o produtor cultural, democratizar o acesso ao Promic e apoiar nossos produtores, buscando assim, democratizar a cultura…”, concluiu Marcelo, quando respondia á pergunta sobre o sucateamento dos espaços públicos dedicados á cultura no município.