Por Bruno Leonel

Quem passava pelas ruas do Conjunto Luiz de Sá (Região Norte) em Londrina, durante a tarde do último domingo (15), se surpreendeu com o som e as cores do grupo de maracatu Semente de Angola’ que realizou um cortejo rítmico pelas ruas próximas à Vila Cultural Flapt. Adultos, crianças, jovens (E já nem tão jovens assim) saíram de suas casas e observavam a presença do grupo, com seus tambores e percussões que gerou grande curiosidade. A movimentação iniciou às 15h e circulou por ruas do Conjunto, indo até à sede da Flapt.

Moradores do bairro e de várias regiões compareceram ao evento neste domingo (16) - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Moradores do bairro e de várias regiões compareceram ao evento neste domingo (16) – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O ‘cortejo rítmico’ foi parte do evento intitulado “Maracatu de Inauguração da Flapt”, e serviu como uma forma de “boas-vindas” à comunidade do bairro chamando todos rumo á sede da Vila Cultural, que já há alguns está em nova sede (Rua Lino Sachetin, 498). A celebração lança oficialmente o começo de várias oficinas gratuitas que a Flapt realiza ao longo de 2016. Após o cortejo, vários eventos aconteceram na sede do espaço, incluindo apresentações de dança do ventre, forró, samba de gafieira, samba de roda e uma demonstração de zumba.

Moradores do bairro, e até pessoas de outras regiões compareceram para prestigiar o evento e conhecer mais sobre as atividades desenvolvidas na vila. “Esse espaço dá o acesso à leituras, ao lazer que muitas crianças daqui acabam não conhecendo. Era o dever do estado fornecer isso à população, mas, no entanto, acaba as vezes não se responsabilizando. Acho muito interessante que a cultura atinja à todos de uma forma igualitária. Acho interessante também o trabalho que eles fazem com a cultura indígena e africana que em escolas, as vezes não é divulgado, há muito conservadorismo ainda. ” Contou ao RubroSom a estudante de Serviço Social Jéssica Rodrigues. “Esse trabalho combate até certos preconceitos que a cidade tem, especialmente, com a cultura afro, muitas vezes aqui, vemos mais uma imposição da cultura apenas de outras regiões, especialmente da Europa, quase como se uma fosse inferior a outra… “ Acrescentou Alan Soares Nascimento, formado no mesmo curso de Jéssica. Os dois não moram no bairro, mas, estiveram no evento devido ao convite de amigos que colaboram com a Flapt.

Membros do ‘Semente de Angola’, que este ano busca uma maior atuação em outros bairros, também acharam muito importante a movimentação durante o evento; “Viemos divulgar também o início das nossas oficinas aqui, sempre foi um interesse do nosso grupo poder levar a outras regiões o nosso trabalho, e um pouco do que aprendemos (Com comunidades de Recife) e da nossa vivência aqui para Londrina. Hoje nossa sede é na Vila Brasil, mas, temos pretensão de montar outro maracatu, como aqui na Flapt, já houve esse trabalho viemos dar continuidade “contou à reportagem do RubroSom a percursionista Vanessa Gardim, integrante do grupo, e que participou do cortejo no domingo. “Essa é a importância de levar atividades culturais para regiões diferentes de Londrina, assim, o grupo já desejava isso e á uma comunidade muito grande, com muitos bairros envolvidos, Londrina deveria ter espaços culturais em todos os bairros” acrescentou Letícia Ferreira, também membro do ‘Semente de Angola’. Apresentações de dança do ventre e um momento final de dança ‘Zumba’ envolvendo todos os presentes.

Paulo César Pires (Cinza) que é professor de dança participou da uma demonstração de 'Rumba' no fim do evento - Foto: Bruno Leonel/RubroSom
Paulo César Pires (Cinza) que é professor de dança participou da uma demonstração de ‘Rumba’ com vários convidados no fim do evento – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

A programação envolve tanto membros da Vila Cultural, como também, pessoas do bairro que buscam colaborar e desenvolver projetos junto ao espaço. “Temos divulgado nossas atividades em escolas e em espaços em frente à escolas para tentar trazer mais crianças para o espaço. Todos os nossos projetos tem como base a cultura popular e então por isso a escolha dessas temáticas que acontecem na vila. O eixo maior da nossa companhia mesmo é o ‘Boi de Mamão’ por ser uma temática sulista, além de ser pouco divulgado por aqui” acrescenta Luan Valeiro que é ator e também Vice-presidente da Ong Flapt. A Vila Cultural Flapt tem o apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).


 

Serviço

Vila Cultural Flapt
Rua Lino Sachetin, 498 (Conj. Luíz de Sá)
Fone:(43) 9637-0081
Aberto: Seg a Sábado a partir das 14h