Por Bruno Leonel

Duas atividades simultâneas, ocorridas no último sábado (14) deram inicio às atividades do Museu de Arte de Londrina para 2017. Iniciando pela manhã, a Feira Madá, realizada pelo coletivo artístico Casa Madá, reuniu no espaço artistas, expositores e também pessoas que trabalham com artesanato e gastronomia. Paralelo à feira, nas galerias do museu, foi exposta uma mostra de gravuras com peças do acervo do Museu de Arte, e curadoria da produtora Helena Gomes.

O evento teve início por volta das 10h da manhã e seguiu até a tarde - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O evento teve início por volta das 10h da manhã e seguiu até a tarde – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O evento feito pela Casa Madá é uma extensão das, já tradicionais, feiras que acontecem na sede do coletivo na região central.Ao todo, mais de 20 expositores participaram da feira (Mais informações no evento). Entre eles, Jorge Dib levou seu projeto de fotos chamado INTERSECÇÃO. Segundo Jorge a ideia é “Eu trabalho com fotografias há cerca de 5 anos, e esse projeto eu desenvolvo já há 6 meses, desde novembro ele está em exposição e, aqui na Feira Madá será uma das últimas exposições do projeto. Eu faço imagens de nu, mas de uma forma bem diferenciada, a ideia é sair dos estereótipos de beleza e também desmistificar a coisa do corpo, tirar essa coisa da hipersexualização do corpo da mulher, das pessoas negras e também tirar um pouco essa opressão do corpo LGBT, pensar na nudez como um ato político”, contou Jorge. O artista vende também um calendário, com algumas das fotos expostas dentro do projeto.

Jorge Dib com algumas fotos do projeto INTERSECÇÂO - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Jorge Dib com algumas fotos do projeto INTERSECÇÂO – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

A ideia da feira é apresentar e divulgar o trabalho de artistas da cidade, incentivando e fortalecendo a economia criativa da região. “A parceria com o museu iniciou ano passado, em outubro, recebemos um convite para fazer por aqui e deu muito certo. É um espaço bom tanto para quem produz, arte, artesanato e essas linguagens, como também para a cidade toda, esse prédio que é maravilhoso, em uma região central, permite que mais pessoas tenham acesso. Importante ver um museu de arte tendo interesse em contribuir com essa exposição”, contou o artista Higor Mejia, integrante do coletivo Casa Madá e que também levou para a mostra ilustrações, bandeirolas e peças de roupa que ele mesmo customiza. “A gente tenta trazer pessoas com vários tipos de produção, e que tenham um cuidado especial, que pensem o trabalho em diversas situações, não só a coisa de revender produtos, mas que tenham um conceito embutido no que produzem além de preocupações como a sustentabilidade”, pontuou o artista.

O artista Higor Mejia com algumas das obras do acervo expostas na feira do Museu - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
O artista Higor Mejia com algumas das obras do acervo expostas na feira do Museu – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Além do evento no museu, periodicamente o pessoal da Casa Madá realiza eventos internos e exposições com artes diversas. Feiras de livros, artesanato e até saraus de poesia fazem parte da programação do espaço. No facebook é possível saber mais sobre a programação.

Gravuras e trabalhos do coletivo La resistencia gráfica fizeram parte da Feira Madá - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Gravuras e trabalhos do coletivo La resistencia gráfica fizeram parte da Feira Madá – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Gravuras –  Além da feira, no sábado foi também aberta uma exposição de gravuras que integram o acervo do Museu de Arte, com curadoria da produtora cultural Helena Gomes A coletânea reúne trabalhos dos artistas plásticos Wanda Grade, Paulo Menten, Ivone Couto, Sandra Correia Savero, Eduardo Tadeu e Flávio Gadelha. A exposição permanece aberta para visitação até o dia 3 de março, no primeiro piso do museu.

Gravuras do acervo ficam em exposição até dia 3 de Março - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Gravuras do acervo ficam em exposição até dia 3 de Março – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom