Por Bruno Leonel

Acontece nessa sexta-feira (01) na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João pessoa, 103) a quarta edição do Red Fuzztival, organizado pela banda Londrinense Red Mess. Com a ideia de reunir bandas de rock que focam seu trabalho na música pesada, em especial, no chamado ‘Stoner Rock’ – Assim como gêneros relacionados como metal e hard rock.  Dando continuidade à proposta de trazer bandas de fora, que se apresentam junto à nomes Londrinenses, a quarta empreitada do evento trará aos palcos do Cemitério a banda curitibana Pantanum, que une referências do metal á vertentes ainda mais soturnas como o doom metal. A Vila Cultural Cemitério de Automóveis conta com apoio do Programa Municipal de Incentivo á Cultura (Promic)

DCIM476GOPRO
A banda curitibana Pantanum toca pela primeira vez em Londrina – O guitarrista Alexandre Stresser, o baterista B.Silverio, e o baixista e vocal Francisco Gusso – Foto: Divulgação.

O grupo tem já um registro completo de estúdio (Intitulado Pantanum Vol.1), além de um EP com jams e b-sides da banda chamado ‘33 Session’ que foi lançado no formato k7 além de uma gravação ao vivo, primeiro registro do grupo “Bem no começo, antes de gravarmos o volume 1”, contou por e-mail o guitarrista da banda Alexandre Stresser. O festival contará também com shows das bandas londrinenses Loladéli (Que neste ano lançou o primeiro EP ‘Caravan’) e do Red Mess, que também produz o evento. A discotecagem fica por conta do londrinense DJ-D Beat.

Sobre a experiência de organizar festivais, o pessoal do Red Mess comenta que agrega ao trabalho e permite também tocar, embora, a falta de recursos ainda implique em certas dificuldades. “Como não temos garantia precisamos nos empenhar na divulgação para dar público no show. É quase como uma ideia do financiamento coletivo né? Vocês ajudam a gente e a gente continua fazendo…. Porque no final nem ganhamos nada, a gente empata. Nunca tivemos prejuízo, ainda bem (risos). Aqui na cidade não é fácil fazer as pessoas colarem, tem que encher o saco mesmo! Acho que a ideia do festival torna um pouco mais fácil, você cria um ‘evento’ para atrair o pessoal, a grande maioria mesmo não vai aos eventos especialmente pra conhecer uma banda nova. Criando um festival, fica mais fácil de alcançar pessoas diferentes…” contou Thiago Franzim (Red Mess) na época da realização do terceiro festival em abril. Atualmente o grupo se prepara para gravar o primeiro disco ‘completo’ com lançamento previsto para o ano que vem.

Red Mess - Banda realizou a produção do festival Da esquerda para a direita: Douglas Villa - bateria, Thiago Franzim - guitarra/vocal e Lucas Klepa - baixo - Foto: Renan Casarin
Red Mess – Banda realizou a produção do festival Da esquerda para a direita: Douglas Villa – bateria, Thiago Franzim – guitarra/vocal e Lucas Klepa – baixo – Foto: Renan Casarin

Confira uma entrevista que fizemos com Francisco Gusso da banda Pantanum:

Como foi o início da banda? Formação, o encontro…
O Francisco e o Bruno já se conheciam da época de adolescente. Tocavam juntos em uma banda punk de hardcore e frequentavam essa cena punk underground de Curitiba. Mais tarde o Francisco conheceu o Alexandre na faculdade e acabou introduzindo ele ao Bruno e outros amigos. Assim todos acabaram por se unir no mesmo grupo. Sempre fazíamos jams em festas e compartilhávamos gostos musicais parecidos. Então um dia decidimos marcar uma hora no estúdio pra tocar sem compromisso. Lá surgiram as primeiras musicas do Pantanum. As pessoas curtiram e quando menos percebemos já estavam nos convidando pra tocar em alguns shows, e dai a coisa não parou mais…

O Stoner é um gênero que tem se popularizado bastante em várias regiões do país… Como é na cidade de vocês? Há bastante espaço para o estilo que vocês tocam?
Em Curitiba não existe bem uma cena e ainda são poucos os lugares que cedem espaço para musica autoral, muito menos para o stoner. A falta de produtores que façam shows stoner em Curitiba faz com que a cidade fique pra traz em relação a outras como Florianópolis, SP, RJ ou Poa. Por Aqui essa cena ainda não se popularizou, e apesar de termos algumas ótimas bandas do estilo que surgiram aqui, ainda não tem algo que possa chamar de cena. Tipo, tem as bandas mas o publico ainda não entendeu bem qual é do stoner ou doom. Esperamos que logo alguém perceba a movimentação que esta rolando pelo Brasil e algum produtor cultural se anime a ajudar a fazer esse rolê acontecer por aqui.

E sobre as influências? Quais bandas – também de outros gêneros – vocês mais tem ouvido?
A gente curte as clássicas como Sleep, Black Sabbath, Pink Floyd, Saint Vitus, EW, Church of Misery, Type O Negative… varias bandas. Mas pra falar a real no momento a gente tem escutado mais musica jazz e psicodélica do que stoner propriamente dito. Gostamos muito de improvisação e jam. Bandas que flertam nessas áreas com autonomia.

Como é a rotina da banda hoje… vocês tocam mais em Curitiba ou fora?
Basicamente estamos ensaiando para os shows. Ultimamente temos tocado menos em Curitiba. No começo era um show atrás do outro, mas como a cena é muito pequena por aqui, os eventos começaram a ficar meio repetitivos,sempre as mesmas bandas nos mesmos bares para o mesmo publico. Então começamos a viajar mais pra difundir nosso trabalho por ai. Tocamos algumas vezes em Florianópolis, Agora estamos indo pra Londrina. Já temos alguns convites pra Caxias e Porto Alegre, Sao Paulo e Rio de Janeiro, só estamos fechando detalhes das datas, mas em breve vai rolar. Nosso plano é conseguir gravar mais uns dois singles esse ano e lançar uma versão física dos discos e cair na estrada pra vender.


SERVIÇO

4 Red Fuzztival
Quando:
01/07/2016
Onde:
Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103)
Com as bandas Pantanum, Red Mess e Loladéli
Entrada: R$15 (Antecipado) R$ 20 no dia