Por Bruno Leonel

Aconteceu no último sábado (24) no Cemitério de Automóveis, o show de lançamento de ‘O Homem do Outro Lado do Espelho’ da banda londrinense Etnyah. O trabalho é o segundo disco de estúdio do grupo, hoje um quinteto, fundado na cidade no ano de 1999.  Em 2002, o grupo havia lançado ‘Tempo Sujo’, um ano antes de se separar, em 2003.

Etnyah lança primeiro trabalho de estúdio após retorno em 2013 - Foto: Divulgação.
Etnyah lança primeiro trabalho de estúdio após retorno em 2013 – Foto: Divulgação.

Após se dedicar a outros projetos, os membros tiveram a ideia de retomar os trabalhos com a banda. A atual fase da produção musical londrinense, com mais facilidades, contribuiu também para mais espaços. “Hoje é melhor para música na cidade. Antes, por volta de 2000/2002 rolava bastantes shows, só que mais em repúblicas, em lugares na UEL, hoje só pode ter shows em casas fechadas.  Hoje temos o Valentino, Cemitério de Automóveis, Barbearia, onde há mais espaços para tocar… De 2010 pra frente, passou a ter mais espaços, mais festivais, projetos e editais para se inscrever como no SESI, Sesc, etc…”, contou Jean Pera, baterista da banda, à reportagem do Rubrosom.

Longo Processo – Segundo Jean, o processo de gravação foi iniciado ainda em 2015, Um pouco após  após a volta do grupo. Todo o processo foi feito no estúdio ‘High Voltage’ em Londrina, com produção de Gustavo Di Iorio. “Foi um processo longo, gravamos separadamente, mas todo mundo acompanhou a gravação de todo mundo. A demora ocorreu pelas mudanças de formação, começamos a montar o time em 2013, comigo e o Clodoaldo Sanches (Vocal e guitarra), ai buscamos caras com vontade de fazer música autoral, tem bastante gente que quer, mas é difícil manter. No meio da gravação entrou, o Mau Werner, teve também o Dom Giovanni (Teclado, Sax) que já entrou gravando”, contou Jean.

Muita coisa mudou, ao longo dos anos em que o grupo esteve inativo, no entanto as referências e a sonoridade se mantiveram próximas ao núcleo inicial de influências. “Sempre gostamos, de metal, reggae, rock… A gente começou fazendo uma fusão de ‘etnias’ de gêneros, estilos. O Clodoaldo ia trazendo coisas de letras e por ai rolava. Temáticas com referências de coisas do cotidiano, sem tirar baião, maracatu, baião, sons futurísticos e essas coisas…”, comentou Jean durante a entrevista. Segundo ele, bandas de Recife (Como da cena do Manguebeat) além de nomes do Rio de Janeiro, são algumas das principais influências.

A partir deste sábado, o disco já estará disponível na internet para audição, tanto em mídias como Youtube e também Spotify. Algumas excursões, onde tocarão canções do novo trabalho, já estão planejadas. “Em outubro iremos tocar em Apucarana, em um evento por lá. Aqui em Londrina, tocaremos também no dia 30 no Valentino, em outubro, durante o evento ‘Música em cadeia’ lá no sesi e no dia 11 de novembro participaremos do festival Demosul, junto com bandas como ‘Dida dó’, Mucambu de Bantu aqui de Londrina e mais”, comentou Jean sobre os próximos passos, após o lançamento. “No final do processo, ver o produto pronto foi muito satisfatório, muito legal. Mesmo com os integrantes tocando outros projetos, mantivemos a banda unida, e isso é positivo demais!”, comemora Jean sobre o resultado das 10 faixas do novo disco.