Por Bruno Leonel

Teve surf music, teve Samba rock, teve MPB e ainda vários outros ritmos… Assim foi o resultado da primeira edição Londrinense do festival Dia da Música realizado durante o último sábado (18). O evento aconteceu ao mesmo tempo por aqui, e ainda, em mais de trinta cidades em todo o Brasil. Até o momento não foram confirmados dados oficiais, mas, algumas dezenas de pessoas marcaram presença nos espaços internos e externos  da Vila Cultural Alma Brasil (Rua Mar Del Plata, 93 – Vila Brasil) durante as quase 7 horas de evento.

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Bacalhau Samba Rock Clube fez a segunda apresentação da noite – Foto: Bruno Leonel/RubroSom

O festival, que em Londrina teve entrada gratuita – Em algumas cidades, era cobrado um valor de entrada, conforme disponibilidade de recursos dos patrocinadores –  levou aos palcos apresentações das bandas Bacalhau Samba Rock Club, Maniaticos do Reverb e, encerrando o evento uma apresentação enérgica do grupo Abacate Contemporâneo (Grupo com influências da pré-vanguarda paulista, que fez um show bastante elogiado). Cada apresentação teve uma duração média de 50 min, cada um dos shows focou apenas em músicas autorais de cada banda.

A boa estrutura montada e o espaço com palco e som de qualidade garantiram à qualidade do evento. Vários artistas, educadores e músicos ligados à diferentes gêneros marcaram presença durante o dia. “Eu fiquei sabendo hoje do evento e vim acompanhar. É importante prestigiar esses tipos de eventos… Acho que essas vilas culturais tinham que ser mais divulgadas… Nesses tempos de crise, na política, a gente precisa desses espaços para fôlego”, contou à reportagem o artista Agenor Evangelista que presenciou o festival após ter sido convidado por um amigo (Do Bacalhau Samba Rock) que tocou no dia. A Vila Cultural Alma Londrina conta com o apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).

O trio Maniáticos do Reverb foi a segunda banda a se apresentar durante o evento na Vila Cultural Alma Londrina - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
O trio Maniáticos do Reverb foi a segunda banda a se apresentar durante o evento na Vila Cultural Alma Londrina – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Foi a segunda participação da cidade no festival que, em 2016 movimentou o impressionante número de 220 shows em 27 cidades (Até o fechamento não foram divulgados números finais deste ano). Em sua estreia, o festival teve 183 bandas se apresentando em 42 palcos de 9 estados brasileiros. A intenção é reunir bandas e artistas em espaços públicos espalhados por todo o país para um dia repleto de música. “Em eventos assim, gratuitos, o som chega à novos públicos. Tocamos em Maringá uma vez, em um evento assim, o pessoal gostou muito. Nosso estilo chega há vários tipos de evento, só não casa geralmente em eventos de banda cover (Risos)”, contou o músico Fábio Bro, guitarrista da banda Maniáticos do Reverb que se apresentou durante o dia da música.

Por volta das 18h30 o público continuava chegando ao evento - Foto: Bruno Leonel/RubroSom.
Por volta das 18h30 o público do festival continuava aumentando – Foto: Bruno Leonel/RubroSom.

Entre as apresentações das bandas, djs convidados faziam sets e animavam o público no local. No início do festival houve também inserções pontuais da Alma Londrina Rádio Web que realizou um ‘rádio poste’ ao vivo entrevistando algumas das figuras que marcaram presença no festival. “O festival surgiu inspirado em um festival francês que coloca palcos em todo o país. No início no Brasil o evento começou em dois palcos apenas, e neste ano, na segunda edição decidiram ampliar e abriram a inscrição para a participação do evento. A preparação começou à cerca de dois meses, houve um edital para participação além de ter um diálogo com as bandas para que elas pudessem se inscrever no evento e participar. O evento é muito interessante também pela proposta da música autoral, isso é listado no site do festival, e bandas daqui aparecem divulgadas em uma rede nacional onde ainda (Após o festival) concorrem com bandas do Brasil, tendo até a chance de receber prêmios dos próprios patrocinadores”, contou à reportagem Isabela Cunha, responsável pela organização do festival.