Promic – Cultura publica edital para Projetos Independentes

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) abre inscrições para o processo de seleção de bolsistas que vai até 15 de março, para desenvolvimento de projetos de estudo e pesquisa, no âmbito dos Projetos Culturais Independentes. Os trabalhos selecionados serão beneficiados pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC), e devem iniciar em 2018 com prazo de execução até março de 2019.

Em reunião na última segunda-feira (5), foi divulgada previsão de publicação dos novos editais - Foto: Arquivo/Rubrosom
Em reunião na última segunda-feira (5), foi divulgada previsão de publicação dos novos editais – Foto: Arquivo/Rubrosom

O edital para seleção de projetos nº 002/2018, foi publicado na edição nº 3.457 do Jornal Oficial do Município desta sexta-feira (9). O documento pode ser acessado na página do Portal da Prefeitura.

A concessão de bolsas para execução dos Projetos Culturais Independentes foi viabilizada pela Lei Municipal 12.638/2017. Essa legislação permite que o Município conceda bolsas de estudo e pesquisa para o desenvolvimento de projetos ambientais, tecnológicos, culturais e de inovação.

Além do edital de independentes, os próximos editais previstos são os relacionados á linha de projetos Estratégicos (Vilas Culturais); Previsto para a 3ª semana de março, Estratégicos e independentes (Audiovisual), em sistema feito via ‘Termo de Fomento’; Previstos para a 2ª semana de abril, e o edital de Estratégicos (Carnaval), que deve ser publicado na 2ª semana de maio. Mais informações devem ainda ser divulgadas sobre os novos editais.

O secretário municipal de Cultura, Caio Cesaro, destacou que a criação desta legislação foi resultado de um trabalho em conjunto, realizado pela secretaria com o Conselho Municipal de Política Cultural. “Essa legislação possibilita, em especial, que o Município faça a retomada dos trabalhos de fomento à cultura desenvolvidos por pessoas físicas”, ressaltou.

O edital de Projetos Independentes do Promic está oferecendo 78 bolsas de estudo e pesquisa. Os projetos inscritos devem se enquadrar em uma das seguintes linhas do edital: Criação/Produção; Circulação/Difusão, nos formatos Circulação Livre, Circuito municipal e Intercâmbio; Atividades Formativas; Preservação do Patrimônio Material e Imaterial; e Iniciação Artística.

O montante total de recursos disponibilizado para os Projetos Independentes é de R$1.600.000,00, advindos do Fundo Especial de Apoio a Projetos Culturais. Os valores foram divididos da seguinte forma, para cada uma das linhas: 16 bolsas em Criação/Produção, totalizando R$330.000,00; 36 bolsas em Circulação/Difusão, com total de R$900.000,00; 11 bolsas de Formação, total de R$170.000.00; 5 bolsas de Preservação do Patrimônio Material e Imaterial, no valor total de R$ 130.000,00; e outras 10 bolsas em Iniciação Artística, que totalizam R$ 70.000,00.

Estas bolsas serão concedidas para as áreas culturais contidas na Lei 8.984/2002, que são Artes de Rua, Artes Plásticas, Artes Gráficas, Artesanato, Cultura Integrada e Popular, Circo, Dança, Música, Teatro, Fotografia, Literatura, Mídia, Patrimônio Cultural e Natural, e Hip Hop. As áreas de Cinema e Videografia serão objeto de edital específico.

A proposta do projeto pode ser integrada a mais de uma área, desde que a indicação da área preponderante conste no Plano de Trabalho. E cada proponente terá direito a apenas uma bolsa.

Inscrições – Poderá se inscrever ao edital de Projetos Independentes produtores culturais pessoa física, com idade igual ou superior a 18 anos. No caso de inscrição de coletivos culturais, será preciso indicar um representante pessoa física, com o currículo do coletivo. Os proponentes devem estar cadastrados no portal Londrina Cultura, disponível no link www.londrinacultura.londrina.pr.gov.br.

Para a inscrição, cada proponente deverá entregar, no período de 14 de fevereiro a 15 de março, envelope lacrado contendo uma via do Plano de Trabalho, devidamente preenchido e assinado; documentação do proponente e do projeto, conforme exigido pelo edital.

O envelope deve ser entregue na sala da Diretoria de Incentivo à Cultura da SMC, localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, centro. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas.

O Plano de Trabalho e demais documentos exigidos pelo edital 002/2018 estão disponibilizados na página da Secretaria Municipal de Cultural, no Portal da Prefeitura de Londrina, e podem ser acessados pelo link www.londrina.pr.gov.br/promic/editais. Os documentos e formulários também podem ser solicitados através do e-mail promic.cultura@londrina.pr.gov.br, ou gravação em pendrive, que deve ser fornecido pelo proponente.

Processo de seleção – As propostas recebidas dentro do período de inscrição serão analisadas por membros da Comissão de Análise de Projetos Culturais, com base nos critérios indicados na lei municipal nº 8.984/2002 e no decreto municipal nº 35/2018. Dentre eles, a relação custo-benefício, importância para a cidade, criatividade, clareza e coerência nos objetivos, e outros.

Os proponentes de projetos selecionados deverão firmar termo de compromisso cultural com a Prefeitura de Londrina. A documentação exigida para celebrar o termo precisa ser apresentada em até 10 dias úteis após a publicação do edital de bolsistas selecionados.


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Cultura divulga previsão da publicação de novos editais

Sarau com música e declamações ocorre nesta sexta em Londrina

Promovido pela editora da cidade, Madrepérola, o evento será um sarau com palco aberto para declamações e apresentações artísticas.  O tema central do Sarau será falar sobre a produção literária, haverá o bate-papo literário com o tema “O artista londrinense”.

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“O objetivo do Sarau Madrepérola é fortalecer ainda mais o interesse pela leitura em nossa cidade. Encontramos em cada canto de Londrina possíveis autores com talento para escrita que não são lidos. O sarau seria o convite a todo aquele que possui seus textos guardados, ou para quem já tem seu livro publicado se manifestar, chegar lá de pulmões cheios e soltar a sua voz, sua poesia e o que tiver para ser dito. Esperamos que o público conheça e saiba cada vez mais quem são esses poetas, cronistas, contistas e romancistas com talento de sobra para contribuir com a formação da literatura brasileira atual”, aponta Rafael Silvaro, editor da Madrepérola.

Conforme a música toca, local escolhido foi o lindíssimo Nosso Sebo, localizado na rua Paraíba, 205 (próximo ao Sesc Londrina). Com espaço ao ar livre, o Nosso Sebo traz a atmosfera nostálgica necessária para se apreciar um livro, quadrinhos e revistas com calma e bons ares. O sebo que ainda possui vinis e raridades no melhor estilo possível.

Encabeçarão o bate-papo os autores convidados Cinthia Torres, Jean Carlo Barusso, Fernando Fiorin, autores de Londrina e região.

O evento também contará com a apresentação da banda Dália Negra, formada por artistas da cidade de Londrina que apresenta letras embasadas em clássicos da literatura e faz referência a compositores nacionais.


Informações
Data: 09 de fevereiro de 2018
Local: Nosso Sebo (R. Paraíba, 205, centro)
Horário: 19h
Entrada Franca

Literatura – ‘O terror é um gênero que acompanha seus leitores através do tempo’ conta autora Susan Cruz

Começando bem o ano para a literatura,  mais uma autora da cidade começa a se destacar no circuito, desta vez com um foco no gênero do terror. A escritora e jornalista curitibana Susan Cruz, hoje radicada em Londrina, acaba de ter um de seus contos de horror selecionado para a antologia “King ‘ Poe ‘ Lovecraft – do Terror ao Horror”.  O volume é organizado pela escritora Rô Mierling, autora de Diário de uma Escrava (Ed. DarkSide). O livro terá laçamento duplo: no Brasil e na Argentina com destaque na 43° Feira Internacional do livro de Buenos Aires, previsto para abril de 2018 pela Editora Illuminare.

Além do conto, a autora Susan Cruz (foto) concluiu recentemente seu primeiro livro de poesia de horror, além de ter já alguns projetos para 2018, ela comemora - Foto: Divulgação
Além do conto, a autora Susan Cruz (foto) concluiu recentemente seu primeiro livro de poesia de horror, além de ter já alguns projetos para 2018  – Foto: Divulgação

A antologia contará ainda com contos inéditos de escritores convidados como Cesar Bravo, autor de Ultra Carnem (DarkSide), de Marcus Barcelos, autor de Horror na Colina de Darrington (Faro Editorial) e de Jhefferson Passos, autor de 100 Gotas de Sangue (Illuminare). O livro trará 35 contos inéditos inspirados por seus autores em obras dos três grandes nomes da literatura mundial do terror: Stephen King, Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. O conto de Susan, intitulado “Tique-Taque”, foi inspirado no famoso conto o Enterro Prematuro de Poe. “O interesse pelo terror surgiu quando, aos nove anos, comecei a me aventurar por clássicos infantis com essa temática como ‘A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça’, eu leio quase de tudo nesse gênero, mas sou mesmo fã dos clássicos de horror. Como Mary Shelley, Edgar Allan poe, Ann Radcliff e Emily Brontë para citar alguns”, contou a autora em entrevista ao Rubrosom (veja mais a seguir).

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Para Rô Mierling, organizadora da antologia esse projeto é significativo na literatura de terror nacional. “Acredito que os escritores brasileiros possuem uma criatividade imensa aliada a admiração por grandes nomes da literatura sombria. Logo um livro como esse pode, simultaneamente, mostrar o talento nacional literário no cenário do terror e horror e também homenagear grandes nomes da literatura como Edgar A. Poe.”, completa Mierling.

Ano passado, a jornalista escreveu o romance gótico de horror, Post Mortem, sua obra de estreia, publicada em ebook e disponível na Amazon. E recentemente terminou seu primeiro livro de poesia de horror, além de outros projetos para 2018, ela comemora. “O grande desafio para esse projeto foi, justamente, abstrair do processo criativo a época em que ele se passa. O que eu posso dizer é que o conto traz o uso da tecnologia e é um tanto claustrofóbico”, pontua Susan. Confira entrevista:

(Rubrosom) Em pleno ano de 2018, a literatura ligada a temática do terror/suspense ainda cativa leitores de várias idades (no Brasil e fora), porque você acha que este tema ainda é tão impressionante para várias gerações de leitores?
No cerne dos mistérios que cercam a nossa existência como o sobrenatural, o oculto e o inexplicável podemos (ir) além dos estereótipos já criados e metaforizar os mais profundos sentimentos. Acho que é por isso que o gênero atrai leitores desde sempre. Externar nossos medos é uma fórmula que os precursores do terror e do horror já ofereciam no século passado e que ainda funciona justamente por ser um gênero que acompanha seus leitores através do tempo. Como escritora, acredito que o horror é libertador, principalmente para nós mulheres. É através dele que nós podemos explorar nossos maiores medos e as mais difíceis questões. Claro que a morte o permeia , mas o usamos para mais do que isso. O horror é uma porta de entrada para inúmeras possibilidades e nesse corredor sombrio nosso grito pode ser ouvido. O Brasil sempre teve interesse no mercado de terror e possui gerações de leitores ávidos. O movimento que eu percebo está no interesse em terror nacional que vem ganhando força. Livros com qualidade que chamam a atenção para talentos nacionais e, por consequência, um novo olhar por parte das editoras para investir no mercado nacional.

Como foi seu interesse pelo gênero, começou cedo? Quais foram suas principais influências?
Cresci em uma casa cercada por livros e tive a oportunidade de ser uma criança leitora. Apreço que influenciou diretamente a minha escolha na profissão, como jornalista e mais tarde como escritora.

Falando sobre o conto selecionado, pode falar um pouco sobre o processo criativo dele?
O conto “Tique-Taque”, inspirado no conto “O Enterro Prematuro”de Poe. Eu o escrevi exclusivamente para essa seletiva e foi durante uma madrugada bastante chuvosa de Londrina. Eu estava relendo um livro de contos do Poe e assistindo a série Dark da Netflix. O grande desafio para esse projeto foi, justamente, abstrair do processo criativo a época em que ele se passa. A maioria dos meus trabalhos são ambientados em épocas remotas e esse precisava ser escrito na época atual (uma exigência da editora). O que eu posso dizer é que o conto traz o uso da tecnologia e é um tanto claustrofóbico.

Você mencionou a conclusão recente de uma obra de poesia de horror correto? Na sua opinião, há eixos semelhantes ao conto selecionado para a antologia? 
Eu já havia escrito um poema chamado “Claustrofobia” que faz alusão a sensação de ser enterrado vivo. Mas o universo sombrio de “O Livro Preto” explora todas as nuances do horror inerente a condição humana. Transitando entre a lírica clássica e contemporânea os poemas compõem uma antologia única. Porque o horror também habita a alma das coisas belas. Ainda não há uma previsão para o seu lançamento, apesar de já ter propostas para publicação, ainda aguardo a reposta de algumas editoras. Minha vontade é que esse projeto possa se concretizar da maneira que ele merece.


Informações
Poemas e textos da autora podem ser lidos em seu blog: https://susancruz.wordpress.com/

Sou humanista, com todos os defeitos e acertos, eu falo de todos – José Maschio, autor de Tempos de Cigarro sem Filtro

O jornalista José Maschio, mais conhecido como Ganchão, lançou recentemente seu primeiro intitulado “Tempos de Cigarro sem Filtro” em Londrina. Com 152 páginas, o romance retrata o Brasil da década de 1970, quando a ditadura militar está instalada no país. Com referências de sua vasta experiência como repórter, Ganchão narra a história de Jaso e Maria, um casal unido pela miséria.

Segundo José Maschio, o livro foi escrito em um processo de aproximadamente 4 meses - Foto: Anibal Vieira
Segundo José Maschio, o livro foi escrito em um processo de aproximadamente 4 meses – Foto: Anibal Vieira

Eles vivem na periferia de uma típica cidade brasileira dividida por desigualdades sociais e econômicas. Jaso é um peão para qualquer trabalho braçal e Maria, uma lavadeira de roupas. “Eu sou humanista, com todos os defeitos e acertos, eu falo de todos… Eu tento refletir sobre valores, não sobre posições políticas, não canonizei ninguém”, quando cita sobre a preferência pela forma de contar a trama sem tentar ‘idealizar’ demais a polarização entre direita e esquerda que acontecia na época.

Jaso emprega dois garotos em sua empreitada de abrir valetas, roçar capoeiras e erguer cercas: Ruço e Lozinho. Realizando trabalhos de adultos, os meninos rapidamente abandonam a infância e passam a experimentar as crueldades do mundo e de suas condições sociais. A vida empurra Ruço e Lozinho para caminhos completamente diferentes. Ruço torna-se um militante na luta contra a ditadura e passa a levar uma vida na clandestinidade. Lozinho torna-se um boêmio da malandragem, um jogador de sinuca que passa a viver no mundo da jogatina. Segundo o próprio autor, escritores como Graciliano Ramos e Lima Barreto foram algumas das suas influências, sobretudo por mostrarem um ‘novo Brasil’, em comparação à outras literaturas que eram mais populares.

Em “Tempos de Cigarro Sem Filtro”, Ganchão oferece um retrato do período da ditadura militar a partir de visões de pessoas que não estavam conscientes dos acontecimentos. E mesmo alheios aos fatos históricos, em algum momento trombavam com o abuso de poder e com violência. Com uma escrita pautada pela oralidade, a literatura desenvolvida por José Maschio dá prosseguimento aquela iniciada pelo escritor João Antônio (1937 – 1996), onde a língua falada nas ruas, dentro do cotidiano das pessoas, é revelada com arte. Confira a seguir uma entrevista com o escritor:

Você já tinha publicado outros livros – Como ‘“Crônica de Uma Grande Farsa” , escrito com Luis Tasques – mas é a primeira vez que você assina um romance. Quanto tempo ai de produção, leitura e pesquisa pra concluir o trabalho?
Olha, escrever foi rápido, em menos de quatro meses tava pronto, lógico que você lê ele de novo e tudo mais, o problema maior foi com uma editora de São Paulo, acabei ficando dois anos disputando a possibilidade de transferir para cá, para a Kan editora, o processo todo foi bem agradável… Eu gostei do processo de escrever este romance.
E o processo de pesquisa, elaboração da trama, como foi?
É um romance baseado em fatos reais, e baseado em coisas que eu vivi enquanto militante de esquerda, contra a ditadura, durante minha adolescência, e baseado ainda na minha experiência de repórter, investigativo e tudo mais. Não foi feita uma pesquisa propriamente, lógico, uns e outros dados eu tive que checar, por exemplo falando dos anos 70, mas foi ok. Os personagens são todos fictícios, eles foram feitos pra alinhavar a história de acontecimentos reais… Por exemplo, uma hora falamos do Delegado torturador, se alguém pegar a memória da Folha de Londrina, vai saber que havia um Delegado na época que torturava e era do MDB. Eu não vou citar o nome do Delegado, porque não é o interesse, mas é tudo inspirado na realidade.  Foi bom ter ‘guardado’ o livro um tempo, ele fala sobre um período sombrio, e hoje, vivemos em outro período sombrio, tem gente pedindo intervenção militar, nem sabem o que foi a ditadura, o livro hoje, eu espero que sirva de alerta.

Hoje vivemos realmente este levante conservador, como você mesmo comentou, há um certo esquecimento da parte histórica… Esquecem o que foi.
É, o Brasil é um país sem memória, e eu como jornalista, independente do que estiver fazendo, sempre fui repórter, fico mais assustado ainda com estes países sem memória. No fim, talvez seja um alerta, o pessoal acha que pedir intervenção é a coisa certa, e coisa resolvida, e não é, trata-se de uma briga onde nós temos que lutar pela democracia.

Você que viveu as duas épocas, antes e hoje, você acha que hoje em dia há ainda um sentimento que é mantido, daquela época, de gente que defendia o conservadorismo, o regime militar…
Sim, naquela época havia uma classe média que era contrária ao regime, por isso que foi combatido e acabou definhando, hoje não, hoje nós temos uma classe média desinformada e que apoia, hoje é muito mais grave em termos civis, a sociedade civil está achando natural ser de direita, essa direita crescendo, com o golpe, estamos perdendo direitos sociais todos os dias, é quase um retrocesso próximo de 70 anos.

Vendo teu histórico, tanto profissional, como de formação, não houve preocupação em ser isento? Você deixa claro um posicionamento na obra…
Eu sou humanista, com todos os defeitos e acertos, eu falo de todos… Eu tento refletir sobre valores, não sobre posições políticas, não canonizei ninguém.

Teve seu livro de 2013, com o Taques, livro reportagem… Pra quem produz, exige muito mais trabalho realizar uma reportagem do que um romance, ou não?
O livro reportagem é jornalístico, você não pode inventar fatos, mas se você retratar algo, você precisa ser fiel… Não sou escritor, sou um repórter contador de histórias, agora, minha origem, minha vida é toda orientada pela reportagem investigativa.

Mais fotos do lançamento AQUI


O autor: Formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, José Maschio trabalhou como repórter em jornais como Paraná Norte e Folha de S. Paulo. Como jornalista atuou ainda em diversos jornais alternativos, imprensa sindical e emissoras de TV. Atuou também como professor de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina. É autor do livro-reportagem “Crônica de Uma Grande Farsa” (2013), escrito em parceria com Luiz Taques. Atualmente, vive em Cambé (PR).

SESC – Escritor Dennis Radünz realiza oficina em Londrina

Nesta semana, Londrina receberá mais uma  etapa do projeto Arte da Palavra – Rede SESC de Leituras. Com foco na circulação de escritores pelo Brasil e no incentivo à leitura e à produção literária, o projeto já trouxe para a cidade os escritores Marcelo Maluf (SP) e Jacques Fux (MG), para debate literário, e completará a programação com a oficina “Poéticas de Prosa”, focada em práticas de escrita.

Integrante do projeto Rede Sesc de Leituras, o Arte da Palavra é direcionado a diversos públicos e faixas etárias. Seu eixo é composto pelo formato em três circuitos. O de Autores, que valoriza e divulga escritores por diferentes comunidades literárias - Foto: Divulgação
Integrante do projeto Rede Sesc de Leituras, o Arte da Palavra é direcionado a diversos públicos e faixas etárias. Seu eixo é composto pelo formato em três circuitos. O de Autores, que valoriza e divulga escritores por diferentes comunidades literárias – Foto: Divulgação

Entre os dias 8 e 12 de agosto (terça a sábado), o escritor catarinense Dennis Radünz ministra oficina de escrita “Poéticas da Prosa”. A oficina é focada nos procedimentos de escrita literária e se destina ao público geral, maior de 14 anos.

Programação:

Em 5 encontros teórico-práticos, o escritor se utiliza de técnicas de colecionismo e montagem para orientar a escrita presencial de prosas breves, individuais e coletivas.  O objetivo é levar a escritores, jornalistas, professores e estudantes de língua portuguesa e literatura, e toda a comunidade interessada, técnicas variadas que alimentem a produção de narrativas literárias.

Cartografias potenciais, o factum vs. o fictum, o argumento, a composição de cena, a descrição, o relato e o diálogo, além do ritmo e dos personagens, são elementos que fazem parte do conteúdo abordado durante a oficina, que tem vagas limitadas. Os encontros começam no dia 8 de agosto e vão até o dia 12, sendo que de terça à sexta (8 a 11) acontecem entre às 19h e 22h e no sábado (13) das 8h às 18h.

Ainda há vagas disponíveis para todos os interessados. As inscrições podem ser feitas até terça-feira, no horário de funcionamento do SESC Cadeião e devem ser realizadas no SAC da unidade. O investimento é de R$20,00 (para comerciários e dependentes) e R$40,00 (para público geral). Essas e outras informações estão disponíveis pelo telefone (43) 3572-7700.


CIRCUITO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA
LOCAL: Londrina/PR
NOME DO OFICINEIRO: Dennis Radünz (SC)
DIA: 08 a 12 de agosto
HORÁRIO: terça a sexta 19h às 22h e sábado 8h às 18h
ENDEREÇO: Sesc Londrina Cadeião Cultural – Rua Sergipe, 52
NÚMERO DE VAGAS: 25
TAXA DE INSCRIÇÃO: R$20,00 com/dep e R$40,00 usuário
TELEFONE: (43) 3572 -7700

Literofobia – Tabus da sociedade e manifestações artísticas são temas de evento

Acontece na sexta-feira (14), a Primeira Edição do Literofobia, sob o tema “Homossexualidade obscura”. Com temáticas e discussões que passam pela luta contra o preconceito e a busca da identidade, o evento procura levantar algumas discussões, ainda tratadas como tabus, impostos por certos padrões de comportamento. Com o intuito de tratar sobre medos e da repressão pelos tabus impostos pela sociedade, o evento Literofobia se configura como um evento literário temático e variável a cada próxima edição.

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A festividade literária pró liberdade de gêneros tem o intuito de trazer para um local público e de acesso livre artistas produtores de conteúdo sobre temas polêmicos e pouco tratados com a devida importância. Em sua primeira edição, pretendem falar sobre a “Homossexualidade obscura”.

Prevê-se para noite uma performance artística que envolve a dança e o teatro, além de palco aberto para desabafos literários, exposição de textos de magazines digitais independentes, como o PUPPƩTϟ e o lançamento do livro “Decrépita Avareza”, do escritor e idealizador do evento Jean Thallis (em parceria com a fotógrafa Lírica Aragão e o editor Rafael Silvaro, da Editora Madrepérola).  A obra conta a história de um homem ex-divorciado que se apaixona por uma travesti.


Literofobia 1ª edição: Homossexualidade Obscura
Data: 14/07
Horário: A partir das 20h
Entrada Franca

Cultura divulga Projetos Estratégicos selecionados pelo Promic 2017

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) divulgou na última semana a lista dos projetos culturais que foram aprovados e selecionados, no segmento Projetos Estratégicos, para receber o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). O Edital de Convocação nº 002/2017 foi publicado no Jornal Oficial do Município, edição 3.295, e está disponível para acesso no Jornal Oficial (a partir da página 3).

Parte do time de colaboradores, jornalistas e produtores da Alma Londrina Rádio Web. No dia alguns músicos que tocaram no 3º Palco alma realizado em 2016 - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Parte do time de colaboradores, jornalistas e produtores da Alma Londrina Rádio Web em 2016. O projeto foi um dos aprovados no edital de 2017  – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O edital também traz o resultado das decisões quanto aos recursos apresentados, que podem ser visualizados na íntegra no Anexo I da publicação. Ao todo, estão selecionados 21 Projetos Estratégicos, do total de 41 projetos culturais inicialmente inscritos nessa categoria na edição 2017 do Promic. A lista contempla projetos nas áreas de Música, Dança, Cultura Integrada e Popular, Artes de Rua, Circo, Literatura, Artes Visuais e Patrimônio Cultural e Natural. Há projetos ligados à canais de mídia como a Alma Londrina.

Foram aprovados e selecionados seis projetos na linha Estratégicos Livres, três na linha Carnaval, quatro na de Ações Formativas, seis na categoria Festivais e outros dois no segmento Preservação da Memória Histórica de Londrina. Os projetos avançam para a próxima etapa, quando os proponentes deverão apresentar a documentação prevista pelo Edital 002/2017. Após o recebimento da documentação, os processos serão submetidos a parecer jurídico, atendendo à Lei 13.019/2014.

Em Londrina, no ano passado, Ignácio de Loyola Brandão participou de um bate-papo durante o Festival Literário (Londrix) realizado no Museu Histórico. O Festival foi novamente aprovado neste ano - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Em Londrina, no ano passado, Ignácio de Loyola Brandão participou de um bate-papo durante o Festival Literário (Londrix) realizado no Museu Histórico. O Festival foi novamente aprovado neste ano – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Outros 15 projetos, que não foram selecionados por falta de disponibilidade orçamentária, aparecem no certame como suplentes. Caso algum dos selecionados neste edital ainda seja inabilitado em decorrência de problemas na documentação ou assinatura do termo, o projeto que aparecer logo na sequência, respeitando a ordem de pontuação e a linha atendida, deve ser convocado. Nessa situação, porém, o projeto selecionado apenas poderá receber recursos em compatibilidade com a capacidade de orçamento da Cultura prevista especificamente para suprir este segmento do Promic.

Para essa edição do Promic, o Município investirá o montante de R$ 1.480.000,00 nos projetos que integram a linha de Projetos Estratégicos, em suas cinco áreas de atuação. O investimento total do Promic, em 2017, será de R$ 4,3 milhões.

Recursos – Os proponentes poderão apresentar recursos, no prazo de cinco dias, contados a partir da publicação do edital de aprovação e seleção dos projetos. Para ter vistas de seus projetos e interpor recurso, os interessados devem comparecer à Secretaria Municipal de Cultura, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas, na sede localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, centro.

Os recursos serão analisados pela Comissão de Análise de Programas e Projetos Estratégicos (Cappe), que irá deliberar sobre a reconsideração ou manutenção da decisão. Se a decisão for mantida, o recurso será encaminhado à autoridade superior para uma decisão final.

Promic divulga lista de projetos de Vilas Culturais habilitados

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) divulgou, nesta semana (29), a lista preliminar de projetos de Vilas Culturais, habilitados e inabilitados, na primeira fase de seleção do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). O Edital nº 001/17, com todas as informações, foi publicado no Jornal Oficial do Município, edição nº 3.268.

Em 2016 o PROMIC foi responsável pela manutenção de vários espaços culturais como o Cemitério de Automóveis - Foto: Arquivo Bruno Leonel/Rubrosom.
Em 2016 o PROMIC foi responsável pela manutenção de vários espaços culturais como o Cemitério de Automóveis – Foto: Arquivo Bruno Leonel/Rubrosom.

Nesta primeira etapa de análise, dos 11 projetos inscritos na seleção do Programa de Vilas Culturais, oito foram habilitados e três inabilitados. Até o momento, estão habilitados os seguintes projetos: Vila Cultural de Comunicação Popular, Vila Cultural Cemitério de Automóveis, Vila Cultural Grafatório, Vila Cultural Faces de Londrina, Vila Cultural Circo Escola, Vila Triolé Cultural, Vila Cultural AlmA Brasil e Vila Usina Cultural. Receberam parecer de inabilitados a Vila Cultural Vitória, Vila Cultural Centro da Dança e Vila Cultural Flapt.

Os proponentes interessados em interpor recurso contra o resultado preliminar poderão fazê-lo, no prazo de cinco dias úteis após a publicação do edital, junto à Secretaria Municipal de Cultura. O atendimento ao público ocorre, de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas, na sede da SMC, localizada na Praça Primeiro de Maio, 110, no centro. Mais detalhes podem ser obtidos pelo endereço www.londrina.pr.gov.br/cultura/promic (acessar a opção Promic > Editais).

De acordo com a diretora de Incentivo à Cultura da SMC, Sonia Regina Aparecido, os recursos e os projetos serão encaminhados à Comissão de Análise de Programas e Projetos Estratégicos (CAPPE) para a revisão ou manutenção da decisão durante a fase final de análise. Caso a decisão pela inabilitação do projeto seja mantida, o recurso será encaminhado à autoridade superior para a decisão final. O próximo edital, com o resultado da segunda fase da seleção de projetos, deve ser publicado na semana que vem, em publicação feita por meio do Jornal Oficial.

A Vila Cultural Grafatório foi um dos projetos habilitados segundo o edital - Foto: Divulgação/Grafatório
A Vila Cultural Grafatório foi um dos projetos habilitados segundo o edital – Foto: Divulgação/Grafatório

Investimento – A Prefeitura de Londrina está disponibilizando R$ 500 mil para a realização dos projetos culturais selecionados na categoria de Vilas Culturais. Os projetos deverão estar limitados ao valor máximo de investimento de R$ 70 mil.

Vilas Culturais – O Programa Vilas Culturais tem como objetivo ofertar espaços para a articulação de grupos de produção cultural, em linguagens específicas ou integradas, e também para a realização de programação cultural como pontos de encontro, de lazer e de fruição para os cidadãos.

SOS Cemitério – Vila Cultural realiza evento com música e literatura

Acontece nesta sexta-feira (17) na Vila Cultural Cemitério de Automóveis uma ação entre amigos, com o objetivo, de arrecadar recursos para o espaço. Com uma programação eclética, o evento reúne discotecagens, feira de livros e também música ao vivo (Veja a seguir). No mesmo ano em que o espaço completa 10 anos, após o recente cancelamento do edital do Promic, artistas, colaboradores e pessoas ligadas ao espaço buscam realizar ações alternativas para arrecadar fundos e recursos para manutenção do espaço.

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Nesta sexta (17) três bandas sobem ao palco do Cemitério, tocam de forma totalmente voluntária: Orifício dos Deuses, Luke de Held Trio, Os Sucuris e The Brown Vampire Catz . Um outro evento é previsto ainda para o dia 25 o Sarau: prosa, poesia e outras delícias, um almoço com Samba (revivando o PédeSamba), a apresentação do espetáculo circense “Carabina e Leleca”, uma festa Brega, outro S.O.S Cemitério, a festa, a apresentação do espetáculo “Trouxe a chave pra libertar sua tristeza”. A Vila Cultural Cemitério de Automóveis conta com espaço para exposição, teatro com arquibancada e biblioteca. O evento começa a partir das 21h com entrada a partir de R$5.

Alguns eventos literários durante o festival (Em 2016) acontecem na Vila Cultural Cemitério de Automóveis - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.
Alguns eventos literários durante o festival (Em 2016) acontecem na Vila Cultural Cemitério de Automóveis – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom.

Em 2017, mesmo ano em que o espaço completa 10 anos o espaço precisa pagar três aluguéis atrasados. Christine explica que a questão do cancelamento os pegou desprevenidos, sem reserva financeira. Em dezembro não fizeram caixa pois a Vila ficou interditada para a reforma de uma parede que estava para desabar. Agora com a casa fisicamente em ordem está pronta para receber apresentações das mais diversas, além de eventos e outras propostas. O evento conta ainda com a DJ Alicia.


SERVIÇO
SOS Cemitério – A Festa
Onde: Cemitério de Automóveis – 
R. João Pessoa, 103
C/ Orifício dos Deuses, Os Sucuris, The Brown Vampire Catz e Luke de Held
Quando:
Sexta-feira (17) às 121h
Entrada: R$ 10 (R$ 5 meia)

Londrina – Jornalista lança livro infantil interativo

Um livro de poemas interativo, que convida a criança a participar da obra! Essa é a proposta do trabalho “Na casa amarela do vovô, Joaninja come jujubas” (Curitiba: Mercadolivros, 72 p), que a jornalista e especialista em Economia Criativa e Colaborativa, Jaqueline Conte, lança no próximo dia 11 de março, em Londrina.
Capa - Na casa amarela do vovo joaninja come jujubas (1)

O trabalho é o primeiro livro infanto-juvenil da jornalista, que também é mestranda em Linguagens e Tecnologia pela UTFPR. A obra tem uma proposta diferente. Ao lado de cada poema há espaço para que a criança o desenhe, dando ao texto escrito sua própria interpretação visual, numa brincadeira entre diferentes linguagens.

A autora Jaqueline Conte lançará o livro no próximo dia 11 - Foto: Divulgação
A autora Jaqueline Conte lançará o livro no próximo dia 11 – Foto: Divulgação

Também há, no topo da página, um local para que se registre o nome e a idade da criança que fez o desenho. Assim, a imagem fica catalogada e pode ser preservada para o futuro. “Sempre gostei de brincar com diferentes linguagens. E é essa a proposta deste livro. A criança lê o poema, reelabora em sua cabeça e traz de volta a ideia em forma de imagem ou mesmo de um novo texto”, afirma a autora. “É muito bom ver os desenhos produzidos e perceber a leitura que as crianças fazem de cada poema”. O lançamento, em Londrina, será no dia 11 de março, na loja Ciranda (Rua Jorge Velho, 48, Vila Larsem), a partir das 10 horas.


SERVIÇO
Lançamento do livro “Na casa amarela do vovô, Joaninja come jujubas”

Quando: Sábado (11 de Março)
Onde: Loja Ciranda (Rua Jorge Velho, 48, Vila Larsem)
Entrada Gratuita