Por Bruno Leonel

Não é psicodelia, não é progressivo, não é jazz… E ao mesmo tempo é tudo isso! De nome insólito e sonoridade peculiar, o grupo londrinense Aminoácido– formado por músicos de outras conhecidas bandas do cenário rock de Londrina – lançou nesta semana seu trabalho de estreia intitulado ‘Meticuloso’. Com um nome enigmático, e que reflete a denominação que representam a menor parte de uma proteína’, o grupo faz um amálgama sonoro bastante plural, com faixas (Em sua maioria instrumentais) que passeiam por gêneros como o rock progressivo, funk, o surf e até a psicodelia dos anos 60 e 70 – Nomes como Frank Zappa aparecem forte como uma referência do grupo.O grupo é formado por Thiago ‘Fenilanina’, Douglas ‘Lisina’ (Bateria) – do Red Mess; Cristiano  Prolina'(Loladeli) e Lugue ‘Histidina’ (Octopus Trio). O quarteto registrou as faixas em poucos dias, neste ano ainda, usando um equipamento de gravação Tascam em um estúdio da cidade. Desde 2016 o quarteto começou a trabalhar junto. “O Thiago comprou uma placa de som de gravação, de 16 canais, que grava multipista, fomos até o estúdio do Pigatto (Turbo) e aproveitando a greve da UEL, ficamos umas duas semanas indo todo dia lá, compondo e ensaiando…”, contou Cristiano à nossa reportagem. “A gente com uma ideia, e juntos, nós trabalhamos as melodias. Em um dia chegamos a fazer até duas músicas prontas”, contou Lugue.

Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Quarteto Aminoácido durante apresentação no pátio do restaurante universitário da UEL – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

Sem grande alarde o disco foi ‘upado’ na íntegra para a internet no dia 25 de janeiro. No dia 26 o grupo fez sua estreia oficial em um espaço improvisado em frente ao R.U da Universidade Estadual de Londrina. Inicialmente o show seria parte de um evento semanal da UEL intitulado ‘Toda Quinta Tem’ que busca levar música e outras formas de arte ao pátio do local, mas, de última hora o evento como um todo acabou não ocorrendo. Ficou valendo então o show do grupo. O público recebeu o som do quarteto com curiosidade e, aos poucos se manifestou positivamente em retorno ao trabalho do grupo. A apresentação começou por volta das 12h40 e durou cerca de uma hora. Temas mais cadenciados como ‘Vai fica assim memo’ soaram bem ao lado de faixas mais melódicas/dissonantes como ‘Nabera Domar’. As mudanças súbitas de andamento, finais ‘falsos’ e  a habilidade dos integrantes são alguns dos chamativos da apresentação.

Público acompanha a apresentação do quarteto Aminoácido no pátio do R.U - Foto: Bruno Leonel/Rubrosom
Público acompanha a apresentação do quarteto Aminoácido no pátio do R.U – Foto: Bruno Leonel/Rubrosom

O disco ‘Meticuloso’ é mais uma mostra do momento positivo para a música autoral de Londrina, sobretudo em se tratando daquela ligada à grupos que flertam com rock progressivo e a música instrumental. Em um cenário tão plural quanto concorrido, a combinação inusitada de elementos e sonoridades do trabalho deve, no mínimo, incitar curiosidade em ouvintes mais atentos e ainda gerar atenção para o que ainda ‘está por vir’ em matéria de música Londrinense. “A ideia é fazer a música que vier na nossa cabeça, tocar e lançar o máximo de trabalhos que conseguirmos. Foi totalmente espontâneo, não temos ainda muita ideia do que vai ser daqui pra frente… Os aminoácidos são importantes na nossa composição física em geral, eu diria até que existem aminoácidos essenciais, a composição que eles podem ter dão as várias funções que eles exercem…”, conclui Cristiano.


Informações
https://aminoacido.bandcamp.com/