Por Bruno Leonel

Com apenas uma demo gravada, e um número importante de shows em cidades da região, o quarteto londrinense de thrash metal ‘Acid Brigade’  é mais um nome notável da atual cena de bandas pesadas da cidade. Formado em 2013, o grupo atualmente é formado por Yuri Lima (Vocal), Rodrigo Freitas (Guitarra), Bruno Lopes (Baixo), e Douglas Igarashi (Bateria). A banda se formou a partir de uma referência básica, tocar thrash metal com foco em nomes clássicos do gênero, sobretudo dos anos 80, com influências de Toxic Holocaust, Slayer, Sepultura, Dekapitator.

O quarteto Acid Brigade: Trash clássico mas buscando uma identidade - Foto: Divulgação
O quarteto Acid Brigade: Thrash clássico mas buscando uma identidade – Foto: Amanda Corazza

Após algumas mudanças na formação, o quarteto se estabilizou e registrou em 2016 sua primeira demo com produção e mixagem de Rene Neves (Estúdio 8). “Começamos tocando apenas eu e o Douglas, somos amigos já há desde a infância. Ele foi em casa um dia, começamos a ensaiar e fazer algumas faixas (instrumentais) e após algum tempo chamamos o Rodrigo (Já em 2014)… e continuamos ensaiando por mais seis meses só com a parte instrumental”, conta Bruno Lopes, o baixista.  A banda teve ainda um hiato pelo caminho, pararam mais de seis meses no mesmo ano, e só retomaram algum tempo depois já com letras das três primeiras faixas (Assinadas pelo guitarrista Rodrigo). A banda teve ainda um contato com o atual vocalista algum tempo depois. “Eu tentei entrar na antiga banda do Rodrigo como baixista, mas eu era inexperiente ainda… Um outro dia, nós estávamos conversando sobre a banda, e eu cantei uma música (‘Flight of Icarus’, do Iron Maiden), e acharam que eu cantava bem… Um pouco mais tarde (em 2015), me chamaram para entrar na banda”, contou Yuri.

“Em abril de 2015 o Yuri entrou na banda, e passamos a ensaiar com essa formação… Eu tive a ideia do nome, porque são duas palavras que soam bem juntas, não tem lá um significado”, contou Rodrigo Freitas, o guitarrista. “Você ouve bandas como Toxic Holocaust por exemplo (Influência da banda), as letras falam muito sobre corrosão, e essa agressividade… São muito presentes temas sobre armas químicas, e coisas relacionadas”, contou Yuri. A demo, com 4 faixas, intitulada ‘Addiction to Distortion’ foi lançada em junho. “Nossa ideia é fazer thrash metal na sua essência, sem revolução, sem mudar ou ‘tirar pira’, todo mundo que tirou pira fez cagada….(risos)”, brinca o baixista Bruno sobre a ideia da sonoridade bem delimitada. “O trabalho tem nossa identidade, cada integrante trás um pouco de suas ideias”, pontua Yuri.

A proposta de som do grupo, em um momento de boa atividade para os vários estilos de música pesada produzidos na cidade, vem tendo boa repercussão dentro e fora do município. Além de Londrina, o grupo já se apresentou em festivais realizados em cidades como Maringá, Sertanópolis, Ivaiporã, Cambé… e tem também um show previsto para Guarapuava em fevereiro. “Repercutiu bem, o pessoal que viu gostou, mantém um contato com a banda, foi muito legal”, contou o baixista.

Além de conversar com a banda, o Rubrosom teve a chance de acompanhar um ensaio do quarteto. A influência thrash principal, aliada váriações de dinâmica e a uma cozinha cadenciada dão o tom em faixas como ‘Raging War’. Trechos extensos, focado apenas na parte instrumental (Como é comum no gênero), aliados a um trabalho habilidoso da cozinha refletem um pouco da personalidade do grupo. Sobre o atual momento de Londrina, o grupo é positivo quanto à possibilidade de espaços dedicados ao gênero aqui na cidade. “Tocamos no Rotten Festival no Oficina Bar, um lugar que nunca esperávamos tocar, e que foi uma experiência muito boa. Todos os ingressos vendidos, muito legal!”, contou Bruno Lopes. “Eu circulo muito na cidade, pego van para ir em shows de outras cidades e, eu sempre busco fazer união com mais pessoas… Não adianta nada fazer parte da ‘cena’ mas não abrir espaço para outras pessoas, eu acredito na amizade entre as bandas para fortalecer o circuito”, contou o vocalista Yuri.

O momento é oportuno “A gente tem muitas bandas lançando disco, como o Terrorsphere, o Corpsia ta para lançar também…  Iremos tocar com eles no show do lançamento, tem também o Hereticae e o Red Mess que estão para lançar…”, contou Bruno sobre o atual momento para o metal em Londrina. Em uma época de atividade para bandas pesadas da cidade, o grupo se estabelece cada vez mais levando também seu trabalho a eventos de outras cidades. O grupo tem algumas datas para os próximos meses além de ter planos para mais um registro de estúdio.


Próximos Shows
24 de fevereiro – Maringá
25 de Fevereiro – Guarapuava
Março – Londrina – Lançamento do álbum do Corpsia